Sento-me e fico a olhar para a noite, ela é longínqua e vazia tudo está acumulado dentro do meu ser, agora tudo passa à minha volta e não te vejo.
Oiço a chuva a bater no vidro do meu quarto, o vento é sombrio e vasto penso em ti mas tudo não passa de belas recordações, agora olho-me ao espelho e pergunto-me quem sou eu, a lua chama pelo meu nome mas não consigo seguir-lhe o rasto, oiço os ruídos da imensidão da noite, tudo o que sou é ser uma pagina virada e esquecida, as almas perseguem o meu espírito, corta-me a respirarão à medida que eu vou-me afogando nas lágrimas frias que congelam o meu sangue, pois ele cai e fica coagulado no chão, o chão que todos pisam sem querem saber onde eu estou.
Pois eu estou em cada ponto do universo, aquele que me sustenta a alma, segurando na minha mão sem me interrogar o porquê de eu amar um homem que eu nunca mais vou reviver.
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