domingo, 25 de março de 2012

Gritos Mudos

A noite cai, a chuva que bate no vidro do meu quarto escorre como uma lágrima no meu rosto.
Meu pensamento tão distante mas por vezes tão perto, caminho sobre o vazio do inesperado.
Pesadelos invadem minha alma, meu reflexo desmerece á medida que tu te vais esquecendo de mim.
Nem uma melodia será tocada antes do meu adeus, meu corpo está frágil e solitário.
Paixões me deram certezas de um amor fictício, apenas tento acordar, mas não consigo pois
eu estou dentro da minha própria realidade.
Eu luto, eu choro, mas na verdade não estou bem, sinto me a explodir.
Não acredito em filmes nem em músicas do passado, apenas na morte, sim porque é certa.
O batimento cardíaco vai se apagando do meu peito, nem um toque teu, pois lembro te com dor.
Apenas uma paixão, um amor, uma recordação permanecerá em minha mente e em meu coração.
Pois o luar se foi, assim despeço me com uma assinatura minha riscada nas folhas do tempo.

1 comentário: