terça-feira, 29 de março de 2011

Nada mais do que para além da morte

Olho para trás tocando no espelho que me faz sentir perdida, tudo o que eu tenho em mim é a magoa escondida de uma perda que nunca irá voltar.
Pergunto te o que tu fizes te mas não me respondes, a tua alma esta fazia e seca, tua face é a face de um mostro que me possui como um demónio na minha mente agora diz-me, diz.me porquê que eu estou neste beco sem saída meu coração está a dar as ultimas batidas e tu estás sentado na poltrona, vendo me morrer aos poucos pois a noite está a chegar e agora, já não há mais nada que possas fazer pois algo dentro do espelho me puxa me consome. Não me dês a tua mão tudo o que resta de nós são as cinzas que arderam no momento em que me deixas te.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Pesadelo

Acordei, levantei-me fui à janela pulei de olhos fechados fui a correr direito a ti, olhei para trás voltei a acordar voltei a ir à janela subi até ao topo onde lá estavas tu, seguraste a minha mão e disseste que me amavas depois os teus olhos tranformaram-se num verdadeiro demónio e tu me largaste senti-me a morrer.
Voltei a acordar mas a janela desta vez estava fechada, e eu olhei para a minha cama e lá estava eu deitada e fria, neste caso morta voltei a olhar para a janela e decidi pular para acordar, abri meus olhos e finalmente acordei quando me levantei fui fechar a janela que estava mesmo aberta, a lua estava cheia, tu apareceste e me disseste assim " amor porque estás acordada volta para a cama" quando eu olhei eu realmente estava mesmo morta e não era um pesadelo pois o meu amado também estaria, pois nós os dois tínhamos sido levados pela morte, ela veio-nos buscar nos nossos pesadelos já não restava nada de nós somente os nossos corpos frios e mortos sem alma

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Não me deixes por hoje

Esta noite preciso de ti, a minha vida não tem sentido se tu não tiveres comigo esta noite, sinto-me perdido sem ti estou entre a espada e parede por outro lado sinto que posso apagar a minha dor se voltar a ser o que era, por outro meu coração não deixa porque sei que posso te perder.
Tu és a minha crise existencial, pões os meus sentimentos à flor da pele, amo-te até a minha interinidade, não me deixes hoje, deixo qualquer coisa por ti deixa-me te beijar como se esta noite fosse a ultima não me odeies sei que causei muito sofrimento no passado mas eu quero viver o meu presente e o meu futuro contigo ao meu lado.
Tento ser uma outra pessoa, visto uma personagem por ti, nunca pensei que um dia eu ia ser um homem mudado, porque eu nunca fui bom sempre gostei de ver o sofrimento dos outros, agora peso-te que fiques comigo esta noite não me deixes, fica comigo para toda a minha interinidade.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Preciso de ser amada

Mais uma noite que passa, mais uma dia que este amor me suga a alma olho-me ao espelho e pergunto-me que é feito de mim, agora são três da manha e eu não consigo dormir vou à janela do meu quarto e fico, a olhar para a lua e pergunto-lhe se eu sou um caso perdido, pois o meu amor sumiu da minha vida e agora ela já não faz mais sentido.
Tudo o que eu quero é poder adormecer nos braços da morte, só ela me pode tirar esta dor corro para a noite desesperadamente e o que eu vejo à minha volta é só pessoas perdidas tal como eu sou, agora tenho a certeza que o amor não me vem buscar pois a madrugada é longa e eu encontro-me num banco do jardim, com a chuva a molhar os meus olhos lavando assim as minhas lágrimas sinto-me gelada e na solidão pois tudo o que eu tinha se foi. Regresso a casa na esperança que o meu amor lá esteja mas tudo não passa de uma ilusao, a casa encontra-se vazia tal como eu.
Olho para o relógio e já são duas da tarde e eu aqui continuo sem nada e sem o meu amor, pois ele se foi agora o que me resta e esperar que a morte me venha buscar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Horas amaldiçoadas

A noite cai e as estrelas já se esconderam por dentro das nuvens, agora o tempo parou ninguém sai à rua os anjos da noite andam por ai, o relógio marca uma da manha olho entre as cortinas o sangue derramado não pára, ele enche as ruas de gritos de dor tudo esmorece à minha volta. A chuva pára e o silencio instala-se pelas ruas e ruelas, agora nem um gemido se ouve  mas eles voltarão para vir buscar o amanhecer, eles são a maldição que se espalhou pela cidade a lua já espreita, começa-se a ouvir os gemidos dos lobos ao luar chamando pelos seus companheiros à espera de uma vitima, se restar alguma pois os filhos da noite apagaram a a cidade com uma só volta.
O relógio agora marca treze horas já é tarde saí à rua e o que resta da noite e o sangue derramando pelo chão pois agora, os filhos da noite são os donos do amanhecer e do anoitecer.

Alma Perdida

Alma perdida é aquela que vagueia pelas trevas gritando de dor, alma perdida é aquela que deseja morrer pois tudo que tinha as sombras levaram com elas, ela sonha em ser outra pessoa, o grito de dor expande-se pelas montanhas frias e obscuras pois não sabe por onde parar, não tem rumo ou direcção.
Seu coração e morto já não bate só com um simples encantar de um anjo é que a pode salvar, alma que se sente só é uma alma que não tem nada consigo nem mesmo um amor.
Assim chega o dia dos seu julgamento, com a sua sentença de morte ela deseja no preciso momento que chegue até ela um anjo que acaba por salva-la das trevas quentes e infernais.
Por fim o seu desejo é concebido vindo do céu um raio de luz incide sobre ela e a sua alma que era vazia passou a ser uma alma cheia de amor e de luz, sendo assim salva do julgamento.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Esquecida

A dor consome todo o meu ser, sempre vivi em função dos outros e esqueci de viver a minha vida. Estou sempre lá  para todos, mas eu fui esquecida e levada pelo o vento ninguém, se lembra da minha dor, a dor que está à anos presa dentro do meu coração, pois já não aguento mais esta vida prefiro fechar os meus olhos e partir, fazer-me à estrada da morte e pensar que o amanha já não existe pelo menos para mim, já sofri o bastante agora está na hora de olhar para dentro de mim.
Sou aquela que vive dentro de um álbum de recordações onde está cheia de pó e teias de aranha num lugar onde me guardam como esquecida, num lugar que ninguém voltará lá nem para abrir as cortinas. Já não sei o que é dormir ou acordar pois estou morta por dentro, já faz muito tempo agora o que caminha pelas ruas escuras é apenas o corpo morto e vazio, tudo para mim acabou à muito tempo já não tenho nada para viver agora só para morrer o vácuo que existe dentro de mim faz a pessoa que sou hoje, a pessoa que na verdade nunca existiu.